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abr 21

Mostra Raul!

Cinema

Toninho Campos Postado por: Toninho Campos - 21/04/2012


Foi em 1982. A praia do Gonzaga ficou pequena. Cerca de 200 mil pessoas se juntaram para ver um dos maiores, ou quem sabe o maior, show do rock brasileiro. Com certeza foi o show mais intenso da bela carreira de Raul Seixas. Momento que jamais sairá da memória de quem estava presente. Um show único, especial, diferente de qualquer outro. Poucas pessoas perceberam o que estava acontecendo: a Sociedade Alternativa. No entanto, ele já não estava bem. Foi quase um prenúncio do fim.

Uma das cenas marcantes daquele dia foi quando ele começou a desenhar, no próprio peito, o símbolo da Sociedade Alternativa. Não à toa, essa apresentação, aqui na cidade, é o ponto alto do documentário “Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio”, que chegou à cidade na sexta-feira (20). É preciso ressaltar, inclusive, que o material utilizado para o documentário é o melhor registro daquele dia. Ninguém conseguiu flagrar cenas tão ricas e profundas. O espetáculo aparece em várias partes do filme, brilhantemente dirigido por Walter Carvalho (de “Cazuza”) e Evaldo Mocarzel.

Com mais de noventa entrevistados, os diretores realizaram um belíssimo trabalho. Nele, Raul é comentado, aprofundado e amado por amigos, colegas, as ex-mulheres, filhas, artistas. Enfim: opiniões fortes e contrastantes, porém sempre em tom de admiração.

Foi uma honra poder ter realizado a avant-première do filme, dia 19, com as presenças de Denis Feijão, produtor do projeto, e Sylvio Passos, presidente do fã-clube oficial do ídolo. Mais gratificante foi o resultado e saber, deles, que essa pré-estreia tenha sido provavelmente a melhor do filme. Sinal da força de Santos ante o cinema, e o rock. O público santista merece ver esse filme. Raul merece nossa eterna admiração. Sempre tem alguém pedindo: Toca Raul! Agora, será a vez de ouvir, repetidas vezes: Mostra Raul!

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mar 16

A tecnologia em favor da arte

Cinema

Toninho Campos Postado por: Toninho Campos - 16/03/2012


Ao longo dos posts neste blog, abordamos várias vezes a tecnologia e a expansão da sala de cinema: de exibidora de filmes a espaço multimídia. A tecnologia cinematográfica tem avançado de tal modo, que uma profusão de filmes em 3D chega cada vez mais rapidamente aos cinemas. Porém, em muitos dos casos, o 3D é somente entretenimento: dá a sensação de profundidade ou “arremessa” coisas em direção ao espectador.

No entanto, alguns artesãos conseguiram utilizar as três dimensões em prol da arte. Recentemente, Martin Scorsese no ótimo “A Invenção de Hugo Cabret”, que levou cinco categorias técnicas no Oscar.

Agora, chega ao país “Pina 3D”, de ninguém menos que Wim Wenders, de “Paris, Texas”, e que se dedica ao gênero documentário há algum tempo. Fez, por exemplo, o seminal “Buena Vista Social Club” (1999), “U2: The Best Of 1999-2000” (2002), e a série de tevê “The Blues” (2003).

“Pina 3D” não é somente um documentário. Mas um filme de arte. E em três dimensões. À primeira vista, essa mistura poderia soar uma salada maluca. Mas Wim Wenders, assim como Scorsese em “Hugo”, soube utilizar a tecnologia para conceber uma obra artística envolvente.

O longa leva o espectador para dentro da companhia de dança Tanztheater Wuppertal Pina Bausch e às ruas e paisagens industriais de Wuppertal, centro de inspiração do trabalho de Pina Bausch por mais de 35 anos – ela faleceu em 2009.

O filme, indicado ao Oscar 2012 de melhor documentário, entra em cartaz dia 23, mas antes serão realizadas sessões antecipadas. Vale descobri-lo e surpreender-se.

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fev 13

Fevereiro, mês do... Oscar

Cinema

Toninho Campos Postado por: Toninho Campos - 13/02/2012


Fevereiro. Para a grande maioria dos brasileiros, o mês do Carnaval. No entanto, trata-se de um período especial para os amantes do cinema. Afinal, no próximo dia 26 acontecerá, em Los Angeles, a 84ª cerimônia dos Academy Awards, ou melhor, o Oscar.

Ok, o Oscar não é o mais justo dos prêmios. E necessariamente não elege o melhor filme do ano. É um evento hollywoodiano, para celebrar a indústria norte-americana de cinema. No entanto, ainda é, de longe, a premiação mais conhecida, mais vista pelo público e mais almejada pelos profissionais do segmento.

Deixadas algumas bobagens de lado, como o tapete vermelho, o evento realizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é, principalmente, o momento para medir o prestígio de cada profissional que ali concorre. Afinal, são os colegas de profissão que votam. Não há críticos e jornalistas envolvidos na eleição. Para melhor diretor, por exemplo, são os cineastas associados que decidem o melhor do ano.

Daí que os prêmios dos Sindicatos são os mais confiáveis termômetros para sugerir os favoritos à famosa estatueta. Este ano, sai na frente "O Artista", vencedor dos Sindicatos dos Produtores e Diretores, sem contar o prêmio de Jean Dujardin no SAG (Sindicato dos Atores).

A relevância do Oscar pode ser medida também em sua audiência. Com todos os problemas, é conferido, anualmente, por mais de um bilhão de pessoas ao redor do globo. E é a única premiação capaz, realmente, de mudar a bilheteria de um filme. Ganhou o Oscar? Pode ter certeza que o longa em questão atrairá novos espectadores. Um caso recente e interessante foi o de "Guerra ao Terror". O filme foi lançado direto em home vídeo no Brasil. Após as várias indicações (e depois ganharia seis categorias, inclusive filme e direção), a produção foi lançada nos cinemas. Caso raro.

Em Santos, o Roxy preparou uma programação especial. Além de exibir os principais filmes concorrentes desta edição, como "O Artista", "Os Descendentes", "Histórias Cruzadas", e "A Invenção de Hugo Cabret", sediará a palestra de Waldemar Lopes, especialista no assunto, dia 23, na sala 1 do Roxy do Pátio Iporanga. E, dia 26, na sala 3 do Roxy 5, exibirá ao vivo a cerimônia, com presença do próprio Waldemar, e de Gustavo Klein, editor de cultura do jornal A Tribuna.

É nossa maneira de presentear os amantes da sétima arte. Faça suas apostas e acompanhe. Em 26 de fevereiro, dias depois dos brasileiros curtirem o carnaval, cinéfilos do mundo todo voltarão suas atenções para Los Angeles. E para você, quem merece levar a estatueta?

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fev 02

À Beira do Abismo

Cinema

Toninho Campos Postado por: Toninho Campos - 02/02/2012


Uma das novidades desta semana é “A Beira do Abismo”. Distribuído pela Paris Filmes, e produzido pelos mesmos responsáveis por “Transformers” e “RED”, o filme acompanha um ex-policial de Nova York (Sam Worthington), procurado pela justiça, que decide se matar pulando do alto de um prédio. Aí o circo está armado. Até uma policial psicóloga aparece para tentar fazê-lo desistir do suicídio. Enquanto ela conversa com o sujeito, começa a perceber que tudo pode não passar de um jogo de cena.

No elenco, o espectador reconhecerá alguns atores. O principal deles, Sam Worthington, de “Avatar”. Na pele da detetive, a bela Elizabeth Banks, de “O Virgem de 40 Anos” e “72 Horas”. Como o irmão mais novo do protagonista, Jamie Bell, que recentemente emprestou suas faces à Tintim, no longa de Spielberg. E, como um milionário corrupto, o veterano Ed Harris.

A trama é daquelas em que os acontecimentos não são necessariamente o que parecem. Quem se diverte com situações improváveis e absurdas encontrará um bom divertimento, para ser regado a pipoca e refrigerante.

Ficha técnica:
À Beira do Abismo
(Mano n a Ledge, EUA, 2012).
Direção: Asger Leth.
Elenco: Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Ed Harris, Edward Burns, Anthony Mackie, Kyra Sedgwick, Genesis Rodriguez.
Suspense.
102 minutos.
Trailer e site official: http://www.abeiradoabismofilme.com.br/

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jan 12

Santos na rota das pré-estreias

Cinema

Toninho Campos Postado por: Toninho Campos - 12/01/2012


No último post do ano passado, falamos da importância que o Brasil ganhou no cenário internacional, fazendo parte do roteiro de pré-estreias – com presença de atores e diretores dos grandes blockbusters. O mesmo pode ser dito sobre Santos no calendário nacional de avant-premières. Próximo dia 20, uma quarta, o município terá a exibição prévia de “2 Coelhos”, no Roxy. Virão não somente o diretor santista Afonso Poyart, mas os principais astros da produção: inclusive Alessandra Negrini, que viveu infância e adolescência na Baixada.

Santos é a única cidade do circuito de pré-estreias do longa que não é capital: as demais são São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Logicamente, o fato de Poyart ser santista de nascimento, conta para que tenhamos entrado no circuito. No entanto, o crescimento econômico da cidade, bem como a conhecida relação forte da sociedade santista com o cinema – somos a segunda no país que leva mais gente às salas de exibição, proporcionalmente -, desperta o interesse nos distribuidores em apresentar seus filmes aqui.

Outros fatores contribuem para o destaque alcançado pela cidade: hoje temos um festival de curtas reconhecido nacionalmente, organização, artistas e produtores talentosos, e cinemas que agem de forma empreendedora. Somos dos raros locais que não têm medo de apostar no cinema nacional, cada vez mais solidificado.

A lista de filmes que chegam antecipadamente é enorme, e tende a crescer. Tudo isso é motivo de orgulho e esperamos que, ano a ano, possamos receber novos trabalhos, cineastas, artistas e também revelar jovens talentos para o mercado cinematográfico.

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